Tudo novo... De novo!


Nem acredito, faltam 30 dias pra que estejamos em 2012!
Últimos 31 dias do ano e as reflexões são inevitáveis: o que foi feito, o que não foi, o que foi dito, o que foi silenciado, omitido, as lágrimas, sorrisos, gargalhadas. Quantas pessoas conheci, outras redescobri e algumas percebi que mesmo próximas, nunca fizeram parte da minha vida.
Quanto eu aprendi, acredito que tenha ensinado também, pelo menos tentei! Errei, acertei, caí, me levantei... Enfim, foram 365 dias, que apesar de corridos, bem significativos. Se eles não tivessem acontecido, certamente não seria o que sou hoje: cicatrizes, marcas, mas sobretudo um enorme aprendizado e porque não uma pessoa melhor do que em 2010?
Que venha dezembro anunciando um novo ano, um novo capítulo de quem sabe uma nova história. Que venha 2012 como uma oportunidade de fazer e ser diferente, com novos focos, ares, metas e planos melhores. Que seus 366 dias sejam pedacinhos de belas surpresas que me ensinem bem mais do que os de 2011. Que eu possa chegar em 01/12/12 com essa mesma sensação de "etapa vencida" e com o mesmo desejo de que o próximo ano seja tão melhor que o que terá passado.
É esse o ciclo: melhorar a cada segundo, minuto, hora, dia, semana, mês e ano.

Que venha 2012 com todas as surpresas reservadas para mim!

Protocolos e expectativas



Sabe quando você começa a se cansar de suprir as expectativas alheias e de cumprir os protocolos? Pois é!
Não diria e nem concordo que viver em função dos que outros falem e pensem seja a melhor escolha, e quem me conhece bem sabe que esse aspecto não é de modo algum relevante. Mas a questão que está em jogo é o cruel "desapontar as pessoas"... E você pode até não desapontar, mas em compensação deixa de se permitir o quanto deveria ou pelo menos o quanto queria. Aí começa a perceber - de uma maneira incômoda - que a linha entre prudência e omissão é bem mais tênue do que imaginava e só então pensa e repensa se até aqui suas atitudes foram realmente prudentes ou não passaram de posturas omissas e cegamente submissas... Eis a questão!

Bilhete

É, tem coisas que até agora "o tempo" não conseguiu explicar. Mas também não adianta entender o que ainda é obscuro. Não importa, mais dia ou menos dia, tudo ganhará sentido e eu verei o quanto cresci e até lembrarei feliz de tudo isso. Por enquanto, apenas espero.

Camila.

Vai valer a pena...


Nada pior do que ter suas expectativas frustradas! Do que criar planos, objetivos, alimentar sonhos e de repente, ver que “de nada adiantou”. É realmente difícil de mais assimilar, principalmente quando há sensação de injustiça. Mas pra quê se importar com o que aconteceu se a certeza de que existe o melhor está ao seu favor? Pra quê se dedicar tanto ao que não deu certo quando um mundo de possibilidades está à frente? Pra quê remoer sentimentos ruins quando se pode aprender tanto? Tudo isso é culpa da mediocridade, da visão limitada que só consegue enxergar o hoje, o agora “o que eu quero”. É preciso enxergar mais alto, mais longe, perceber a situação não pelo que se queria, mas pelo que futuramente se pode ter. É aquele velho ditado “se não foi não era pra ser”, um dia o que é para ser será e nada poderá mudar o curso daquilo que foi planejado para cada um. Planos feitos em mínimos detalhes que contemplam a plenitude, que faz a existência valer à pena. Planos que olhos jamais viram, ouvidos jamais ouviram e mente alguma conseguiu alcançar. É isso que quero: focar na certeza de que não importa o quanto demore, o meu melhor, o que foi planejado pra mim, que me satisfará da maneira mais completa possível chegará quando eu estiver pronta pra receber. E aí sim, vou poder olhar pra tudo que passei e dizer valeu a pena esperar.


Firme.


Seja firme! Nada mudou, tudo é como sempre fora. Mantenham-se os limites, preserve-se o que ainda restou. Cautela: palavra de ordem. Cada qual em seu cada qual! Não confunda, não misture. Firmeza sobre o que se escolheu... Prossiga, não hesite. Seja firme, só aconselho seja firme. Seja firme nas atitudes bem mais do que nas palavras, elas são premeditadas. Mostre-se firme nas reações, que são imprevisíveis e nos revelam da maneira mais clara e original. Seja firme, não hesite.

Ser ou não ser... É essa a questão?



“ Se tiver que lembrar às pessoas o que você é, você não é.”

Está aí uma verdade! “Ser” é uma questão de essência, independe do reconhecimento alheio. Quem é, simplesmente é, quer saibam os outros ou não. Acho a maior graça na necessidade que se nutre em anunciar aos quatro cantos o que se é ou se deixa de ser. Soa como uma maneira de se justificar, aliás, pra mim, justificativa demasiada é tentativa de camuflar o erro. Aquilo que é genuíno, original e verdadeiro dispensa qualquer justificativa ou meio de se afirmar, é e pronto! Mas não basta ser, tem de mostrar, exibir, explorar; não importa o que isso custe. E olha que muitas vezes pode custar um preço alto. É aí que o “viver de aparência” entra em cena, não importa se é, o importante é mostrar que se pode ser... Cômico, se não fosse trágico! O quanto se vê de gente buscando ter uma vida tão distante de si mesmo, se perdendo, deixando de cultivar suas melhores qualidades pelo defeito de tentar suprir as expectativas que os outros geram à seu respeito; tudo em nome da boa aparência, do “o que vão pensar de mim?”; viram vitrines dos anseios alheios. Ser vai muito mais além do mostrar, vem de dentro, da alma; salta pelos olhos que brilham, pelo sorriso que irradia vida, pela sensibilidade de entender o que acontece em nosso redor sem muito esforço. O reconhecimento? Ah, esse é detalhe quando se resolve viver, ele acontece como conseqüência de uma vida marcada pela satisfação de ser o que genuinamente se é, sem alardes, sem anúncios, trata-se de alma, vem de dentro. Ou é, ou não é, chega de meio termo.


Um passo.


Um passo; muito mais que um deslocamento, uma atitude de mudança. A Cada passo deixa-se um mundo inteiro pra trás para que nasça um caminho cheio de novas possibilidades...Possibilidades de não cometer o mesmo erro, de não recear ir em frente, de aventurar o novo.
Decidir dar um passo requer sabedoria para discernir o que realmente se quer e sensibilidade para entender o que é essencial: o caminho feito até onde está ou o lugar que se pretende chegar.
Abrir mão daquilo que impede a caminhada pressupõe um compromisso fiel com o propósito que motiva a trilha, talvez as circunstâncias soem como motivos justificáveis para abrir mão de tudo, mas muitas vezes o propósito da caminhada está intimamente ligado aquilo que decide-se deixar no meio da estrada. E quando se percebe isso, dá-se conta de que tudo estava errado, que o destino estava equivocado. O que fazer? Pare, olhe a paisagem, aprecie o que ela tem de melhor e volte ao início! Recomece, dê mais um passo! Reiniciar uma caminhada não é necessariamente retroceder, mas é reconhecer que tudo pode ser diferente e será, basta ter certeza do que realmente se quer e onde, de fato, se quer chegar.