Protocolos e expectativas
Bilhete
Vai valer a pena...
Nada pior do que ter suas expectativas frustradas! Do que criar planos, objetivos, alimentar sonhos e de repente, ver que “de nada adiantou”. É realmente difícil de mais assimilar, principalmente quando há sensação de injustiça. Mas pra quê se importar com o que aconteceu se a certeza de que existe o melhor está ao seu favor? Pra quê se dedicar tanto ao que não deu certo quando um mundo de possibilidades está à frente? Pra quê remoer sentimentos ruins quando se pode aprender tanto? Tudo isso é culpa da mediocridade, da visão limitada que só consegue enxergar o hoje, o agora “o que eu quero”. É preciso enxergar mais alto, mais longe, perceber a situação não pelo que se queria, mas pelo que futuramente se pode ter. É aquele velho ditado “se não foi não era pra ser”, um dia o que é para ser será e nada poderá mudar o curso daquilo que foi planejado para cada um. Planos feitos em mínimos detalhes que contemplam a plenitude, que faz a existência valer à pena. Planos que olhos jamais viram, ouvidos jamais ouviram e mente alguma conseguiu alcançar. É isso que quero: focar na certeza de que não importa o quanto demore, o meu melhor, o que foi planejado pra mim, que me satisfará da maneira mais completa possível chegará quando eu estiver pronta pra receber. E aí sim, vou poder olhar pra tudo que passei e dizer valeu a pena esperar.
Firme.
Seja firme! Nada mudou, tudo é como sempre fora. Mantenham-se os limites, preserve-se o que ainda restou. Cautela: palavra de ordem. Cada qual em seu cada qual! Não confunda, não misture. Firmeza sobre o que se escolheu... Prossiga, não hesite. Seja firme, só aconselho seja firme. Seja firme nas atitudes bem mais do que nas palavras, elas são premeditadas. Mostre-se firme nas reações, que são imprevisíveis e nos revelam da maneira mais clara e original. Seja firme, não hesite.
Ser ou não ser... É essa a questão?
Está aí uma verdade! “Ser” é uma questão de essência, independe do reconhecimento alheio. Quem é, simplesmente é, quer saibam os outros ou não. Acho a maior graça na necessidade que se nutre em anunciar aos quatro cantos o que se é ou se deixa de ser. Soa como uma maneira de se justificar, aliás, pra mim, justificativa demasiada é tentativa de camuflar o erro. Aquilo que é genuíno, original e verdadeiro dispensa qualquer justificativa ou meio de se afirmar, é e pronto! Mas não basta ser, tem de mostrar, exibir, explorar; não importa o que isso custe. E olha que muitas vezes pode custar um preço alto. É aí que o “viver de aparência” entra em cena, não importa se é, o importante é mostrar que se pode ser... Cômico, se não fosse trágico! O quanto se vê de gente buscando ter uma vida tão distante de si mesmo, se perdendo, deixando de cultivar suas melhores qualidades pelo defeito de tentar suprir as expectativas que os outros geram à seu respeito; tudo em nome da boa aparência, do “o que vão pensar de mim?”; viram vitrines dos anseios alheios. Ser vai muito mais além do mostrar, vem de dentro, da alma; salta pelos olhos que brilham, pelo sorriso que irradia vida, pela sensibilidade de entender o que acontece em nosso redor sem muito esforço. O reconhecimento? Ah, esse é detalhe quando se resolve viver, ele acontece como conseqüência de uma vida marcada pela satisfação de ser o que genuinamente se é, sem alardes, sem anúncios, trata-se de alma, vem de dentro. Ou é, ou não é, chega de meio termo.









