Ser ou não ser... É essa a questão?



“ Se tiver que lembrar às pessoas o que você é, você não é.”

Está aí uma verdade! “Ser” é uma questão de essência, independe do reconhecimento alheio. Quem é, simplesmente é, quer saibam os outros ou não. Acho a maior graça na necessidade que se nutre em anunciar aos quatro cantos o que se é ou se deixa de ser. Soa como uma maneira de se justificar, aliás, pra mim, justificativa demasiada é tentativa de camuflar o erro. Aquilo que é genuíno, original e verdadeiro dispensa qualquer justificativa ou meio de se afirmar, é e pronto! Mas não basta ser, tem de mostrar, exibir, explorar; não importa o que isso custe. E olha que muitas vezes pode custar um preço alto. É aí que o “viver de aparência” entra em cena, não importa se é, o importante é mostrar que se pode ser... Cômico, se não fosse trágico! O quanto se vê de gente buscando ter uma vida tão distante de si mesmo, se perdendo, deixando de cultivar suas melhores qualidades pelo defeito de tentar suprir as expectativas que os outros geram à seu respeito; tudo em nome da boa aparência, do “o que vão pensar de mim?”; viram vitrines dos anseios alheios. Ser vai muito mais além do mostrar, vem de dentro, da alma; salta pelos olhos que brilham, pelo sorriso que irradia vida, pela sensibilidade de entender o que acontece em nosso redor sem muito esforço. O reconhecimento? Ah, esse é detalhe quando se resolve viver, ele acontece como conseqüência de uma vida marcada pela satisfação de ser o que genuinamente se é, sem alardes, sem anúncios, trata-se de alma, vem de dentro. Ou é, ou não é, chega de meio termo.


Um passo.


Um passo; muito mais que um deslocamento, uma atitude de mudança. A Cada passo deixa-se um mundo inteiro pra trás para que nasça um caminho cheio de novas possibilidades...Possibilidades de não cometer o mesmo erro, de não recear ir em frente, de aventurar o novo.
Decidir dar um passo requer sabedoria para discernir o que realmente se quer e sensibilidade para entender o que é essencial: o caminho feito até onde está ou o lugar que se pretende chegar.
Abrir mão daquilo que impede a caminhada pressupõe um compromisso fiel com o propósito que motiva a trilha, talvez as circunstâncias soem como motivos justificáveis para abrir mão de tudo, mas muitas vezes o propósito da caminhada está intimamente ligado aquilo que decide-se deixar no meio da estrada. E quando se percebe isso, dá-se conta de que tudo estava errado, que o destino estava equivocado. O que fazer? Pare, olhe a paisagem, aprecie o que ela tem de melhor e volte ao início! Recomece, dê mais um passo! Reiniciar uma caminhada não é necessariamente retroceder, mas é reconhecer que tudo pode ser diferente e será, basta ter certeza do que realmente se quer e onde, de fato, se quer chegar.

"God's healing my hurtful places..."♫



Apesar de ter muitas coisas para escrever, estou no momento onde resguardar as opiniões é a palavra de ordem.
Deixo esse vídeo (ou pelo menos o link, já que não consegui carregá-lo no post) da música "Hello Fear" - que intitula o novo CD do Kirk Franklin -, de alguma maneira ela tem participado da minha vida hoje.

Sem mais detalhes,

Camila Matos.


"Hello Fear"

Hello Fear, before you sit down there's something I need to explain
Since you're here
I think I should tell you since we last talked things have changed
See I'm tired of being broken-hearted
So I made a list and you're on it
All my hopes and my dreams You took from me
I want those back before you leave

Hello Fear, I knew I would see you, You have a hard time letting go
See these tears, take a good look cuz, soon they wont fall anymore
God's healing my hurtful places
That seat that was yours now is taken
I'm no longer afraid,See I'm better this way
And one more thing before you leave

Never again will I love you
My heart it refuses to be your home
No longer your prisoner
Today I remember
Apart from you is where I belong

And never again will I trust you
I'm tired of fighting it's been way too long
No longer your prisoner
Today I remember
Who I was and now it's gone
They're gone
Hello Fear

Farewell Goodbye So long

Hello Grace
It feels like forever, I thought my chance with you was gone
See your face, it reminds me of mercy
And please let me say I was wrong
Never knew your touch was endless
How you never run dry of forgiveness
Didn't know how bad it was, was afraid just because
Sorry fear, grace took your place

Wait and trust. Just!


Esperar, esperar e esperar... Sempre esperamos alguma coisa; de um ônibus à realização de um sonho. A espera faz parte da vida. É ela quem nos lembra que não temos total controle sobre o que nos acontece, que nem tudo depende de nós. E mesmo sendo tão comum, esperar nem sempre é uma atividade simples, tudo depende de como esperamos e em quem depositamos nossas expectativas. A arte de esperar exige destreza, maturidade e até mesmo critério para fazê-la. Meramente esperar cansa, fatiga, desmotiva, tira de nós o fôlego para agüentarmos o tempo necessário até o objetivo ser cumprido. Esperar em quem pode suprir e superar nossas expectativas é o melhor, depositar todas as nossas fichas naquilo que certamente dará certo é revigorador, ainda que nesse “jogo” o resultado nem sempre aponte para as nossas aspirações. Pode até parecer loucura afirmar que o melhor não é esperar pelo que queremos, mas pelo que QUEM sabe o que é ideal pra mim e detém o controle da Boa, Perfeita e Agradável vontade quer, mas afirmo segura de que não há nada melhor. Esperar sabendo que independente do resultado o melhor será realizado para nós nos dá ânimo para viver seguros de que não importa o que aconteça, haveremos de ter um bom futuro e nenhumas das nossas esperanças serão frustradas. Esperar cientes de que o que vislumbramos se concretizará faz com que desconsideremos o tempo pelo qual esperaremos, afinal não importa a quantidade de giros do relógio, o alvo será alcançado. E isso nos dá forças para deslumbrarmos e retermos cada aprendizado que a espera nos concede, faz com que apreciemos as paisagens que essa viagem nos oferece, faz com que nos tornemos mais sensíveis Àquele que cuida para que nossas forças não se esgotem à medida em que esperamos N’Ele.

“Mas os que esperam no SENHOR renovarão as forças, subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; caminharão, e não se fatigarão.

(Isaías 40:31)

É comigo e Deus.


Ficar só; ficar quieta, ouvir o som que ninguém mais ouve. É comigo e Deus. Não quero conversar, não quero me expor, não quero me abrir... Já o fiz de mais, não vou abusar, até me envergonho das tantas conversas! Cansei de falar e não enxergar soluções. Não desgastarei mais palavras, preservá-las-ei; um dia quem sabe me possam ser úteis. Agora o que quero – e sei bem o que eu quero – é ficar no meu canto, calada, esperando que os trovões parem e a chuva se dissipe, é comigo e Deus.

Organizar as estantes.


Escrever: A melhor forma de tentar expressar e organizar tanta coisa que está sem forma aqui dentro! Tenho raiva, me sinto triste, mas em contrapartida tenho uma vontade de mudar e reverter todo esse contexto.
Nada saiu como eu planejei, tudo que pensei foi engano e tudo o que eu senti totalmente desconsiderado. Mas e daí? Vou me lamentar durante quanto tempo por mais uma das minhas aspirações que não deram certo? Melhor, até quando vou me atribuir uma culpa quando na realidade não há culpados?
O que me consome é agir como se nada tivesse acontecido ou como se nada passasse aqui dentro. Calma, não tenho nenhum botãozinho que me torne programável! Confesso, se tivesse tudo seria mais fácil. Não tenho cara de pau, nem sangue de barata ou estômago pra desprezar minhas sensações e negar minha humanidade, por mais ponderada e centrada que eu me esforce para ser. Sou humana, tenho reações, me enxergo muitas vezes imprevisível e totalmente passiva de me entristecer mediante a situações que são tão bobas que me enraivece.
Se dependensse de mim, viveria num contexto total e completamente diferente do que tenho vivido, mas parece que o mundo despreza minha vulnerabilidade e insiste em tocar nas mesmas feridas e em bater na mesma tecla que incomoda tanto.
Entendo que tudo é diferente hoje, e é justamente por entender que nada é como já foi que peço um tempo para mim, não acho abuso exigir um momento para que tudo se reestabeleça. Não quer dizer que eu não queira enfrentar a situação de frente, mas trata-se do tempo pra que eu assimile tanta novidade. Podem até pensar que esse tempo está durando muito. E daí? O tempo é meu, mas não sou eu quem decido e controlo-o, reitero minha opinião; se assim fosse tudo seria tão diferente.
O que peço é compreensão, sei que um dia poderei e vou olhar pra tudo, rir e enxergar o quanto tudo isso me ensinou - busco incansavelmente cada aprendizado -, mas ainda é cedo. Preciso organizar as estantes, guardar as lembranças em suas devidas caixas e etiquetar os sentimentos que foram espalhados no meio dessa história. Permita que eu faxine minha ideias e organize minhas emoções.

Basta.

Camila Matos

PS: Perdoe-me os erros, no texto procurei muito mais me expressar do que seguir as regras da boa língua portuguesa [RISOS]

"Não sei escolher saudade..."♪


Saudade; vontade de estar perto,de olhar nos olhos, de prestar atenção em todas as reações, trejeitos e detalhes. Vontade de reconhecer o que um dia fora concreto e hoje se confunde com as lembranças. Meu momento é nostálgico e meu humor é saudade.


Basta.


Camila Matos